Não, nasceu ninguém aqui não. Também, nem ia dar pra batizar, que segundo o cristianismo, isso é simonia. O batizado foi da cama dos meus pais mesmo - será que se chamasse padre, era simonia também???
Me perdi. Onde eu tava mesmo? AH! A cama!
Falei que ia sobrar pra alguma coisa... Amanhã, toca lavar colchão e pôr pra secar. Ó dia, ó noite, ó filhos xixizentos e revoltados...
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sexta-feira, 25 de junho de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
Passeio
Essa gente que afirma que gato não liga pros pais realmente nunca teve um - pais ou gato, vocês podem escolher. Eu agora arrumei um problema: não posso sair pra caminhar pra longe que vem a galera toda atrás. Me sinto um santo de procissão.
Ontem fui andar pra outro lado, local com mata mais fechada. Lógico, lá estavam os gabirus atrás de mim. Olha que eu tentei despachar todo mundo de volta, mas como não logrei êxito, me resignei. Depois duns 10 minutos de subida íngreme, com Thomas pulando na frente e Nino acompanhando, dona Pêta Maria resolveu pôr a boca no trombone e reclamar. Voltei, peguei no colo. Fim de falação no meu ouvido. Os meninos pulando e remexendo em tudo. Eu apavorada, achando que ia sair uma cobra gigantesca, ou uma aranha medonha, um besouro jurássico e engolir meus filhos ali mesmo na mnha frente. Terminei a subida, descida começando.
Pêta pede pra ir a pé, porque pra baixo todo santo ajuda e burra é a última coisa que a minha mais velha é. Os outros dois aos saltitos. De repente, um miado estridente, desesperado. Era o Wood.
Iniciado meu processo de arrancamento de cabelo, correndo feito louca pra ver o que era, igual a trem descarrilhado montanha abaixo, espichava o ouvido pra ver onde ele estava. Orgulho de mamãe! O panaca tinha se enfiado num terreno vizinho e se perdido. Cada mãe tem o filho que merece. Onde já se viu um felino errar caminho? Me joguei pirambeira abaixo, seguida pelos outros enxeridos, inclusive pelo Nino, que berrava e reclamava. Pudesse falar, decerto diria:-Mãe, larga essa besta aí! É um debilóide, sempre a mesma coisa, se mete onde não deve e aí chora pra mamãe....é um fresco!
Achei o cavalheiro, que sentiu que a coisa ia ficar ruim pro lado dele e ficou meio de longe, dando aquele oizinho amarelo de adolescente que sabe que fez caca. Só que aí os outros, inclusive os que não tinham ido pra caminhada mais longa, resolveram dar o ar da graça. e não quererem mais ir pra casa. Como assim, deixar eles ali?
Perdi o resto da minha paciência! Peguei uma vareta e comecei a tocar a boiada felina de volta, aos berros, espantando até o caseiro. Foi um barata voa! Pêta quase se joga no telhado da vizinha, Wood bateu todos os recordes de velocidade, Nino e Thomas viraram magos do desaparecimento. João teve problemas com a banha dele e resolveu ir devagar mesmo pra ver se eu guardava a varinha de limoeiro. Talita apareceu como se nada estivesse acontecendo. O resto ficou em casa, brincando de estátua pra não sobrar pra eles.
Daqui a pouco tenho que ir correr de novo. Acho que vou pôr coleira em todo mundo e levar comigo. Mãe que é mãe sabe como é: tá no inferno, abraça o capeta! Lá vou eu!
Ontem fui andar pra outro lado, local com mata mais fechada. Lógico, lá estavam os gabirus atrás de mim. Olha que eu tentei despachar todo mundo de volta, mas como não logrei êxito, me resignei. Depois duns 10 minutos de subida íngreme, com Thomas pulando na frente e Nino acompanhando, dona Pêta Maria resolveu pôr a boca no trombone e reclamar. Voltei, peguei no colo. Fim de falação no meu ouvido. Os meninos pulando e remexendo em tudo. Eu apavorada, achando que ia sair uma cobra gigantesca, ou uma aranha medonha, um besouro jurássico e engolir meus filhos ali mesmo na mnha frente. Terminei a subida, descida começando.
Pêta pede pra ir a pé, porque pra baixo todo santo ajuda e burra é a última coisa que a minha mais velha é. Os outros dois aos saltitos. De repente, um miado estridente, desesperado. Era o Wood.
Iniciado meu processo de arrancamento de cabelo, correndo feito louca pra ver o que era, igual a trem descarrilhado montanha abaixo, espichava o ouvido pra ver onde ele estava. Orgulho de mamãe! O panaca tinha se enfiado num terreno vizinho e se perdido. Cada mãe tem o filho que merece. Onde já se viu um felino errar caminho? Me joguei pirambeira abaixo, seguida pelos outros enxeridos, inclusive pelo Nino, que berrava e reclamava. Pudesse falar, decerto diria:-Mãe, larga essa besta aí! É um debilóide, sempre a mesma coisa, se mete onde não deve e aí chora pra mamãe....é um fresco!
Achei o cavalheiro, que sentiu que a coisa ia ficar ruim pro lado dele e ficou meio de longe, dando aquele oizinho amarelo de adolescente que sabe que fez caca. Só que aí os outros, inclusive os que não tinham ido pra caminhada mais longa, resolveram dar o ar da graça. e não quererem mais ir pra casa. Como assim, deixar eles ali?
Perdi o resto da minha paciência! Peguei uma vareta e comecei a tocar a boiada felina de volta, aos berros, espantando até o caseiro. Foi um barata voa! Pêta quase se joga no telhado da vizinha, Wood bateu todos os recordes de velocidade, Nino e Thomas viraram magos do desaparecimento. João teve problemas com a banha dele e resolveu ir devagar mesmo pra ver se eu guardava a varinha de limoeiro. Talita apareceu como se nada estivesse acontecendo. O resto ficou em casa, brincando de estátua pra não sobrar pra eles.
Daqui a pouco tenho que ir correr de novo. Acho que vou pôr coleira em todo mundo e levar comigo. Mãe que é mãe sabe como é: tá no inferno, abraça o capeta! Lá vou eu!
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