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domingo, 6 de fevereiro de 2011

E meu filho envelheceu...

Seu filho fez 10 anos. Tornou-se um gato idoso. Começam as perguntas: quantos anos mais ele vai ter comigo? 4? 7? 14? E as mães piram o cabeção...
A resposta do tempo, a gente aqui não tem. Mas o que pode ajudar a prever é a vida que você deu até ali, incluindo: comida, cuidados médicos, cuidados com o corpo, água, diversão, amor, exercícios. 

Se seu filho emplacou os dez anos, vamos fazer o fofo chegar a um Creme Puff (a felina que chegou aos 38). Mas como?

Tem o lado genético, claro. Geralmente, SRDs são mais longevos. Mas podemos dar uma mãozinha: depois da festinha de dez anos, ir no vet de seis em seis meses, pedir exames de sangue pra checar função renal, fígado e hemograma completo. Ultra abdominal, de olho no fígado e rins é a boa. PROCURE UM VET ESPECIALISTA EM FELINOS. Cão não é igual a gato, muito pelo contrário.

Sempre apalpar o felino, não importa quão aporrinhado ele fique. Procure bolinhas, bolotas. Penteie, ajudando na limpeza. Limpe os ouvidos. Se der pra fazer uma tosa higiênica, faça. Manter os dentes escovados, nem que seja de dois em dois dias, porque o risco de gengivite é grande e de ir pro outro lado numa anestesia de limpeza de tártaro também. Olha, não esquecer de coçá-lo até ele enjoar e eu te amo pelo menos três vezes ao dia.

Procure uma ração adequada pra idade dele ( a Mature da Royal é bem aceita, mas a da Premier parece mais gostosa) e se puder comprar uma fonte, é a hora. Tem probioticos e toda sorte de produtos no mercado, é só falar com seu vet ESPECIALISTA EM FELINOS.

Pra quem está sem grana - como eu - o negócio é a prevenção, não deixar o caldo entornar: vet sempre que der, castração o mais cedo possível, escovação de dentes, não deixar sair, telas, vacinação em dia, muita água, boa ração, exercícios e amor, amor todo dia.  Sei que estou chovendo no molhado, mas vai que faz marola e alguém pega a  minha onda? :)

E até os 120 para todos, com muita saúde!

Fonte: papo com vets.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Enrofloxacina, atenção!!!

Mães e pais!!

Zanzando pela web, vi um caso de felino que foi ficando com a visão opaca, durante tratamento com antibiótico (Enrofloxacina). Esse antibiótico, apesar de usado há um tempão, pode sim causar cegueira. Leiam só - tirei daqui!

A enrofloxacina é um antimicrobiano de amplo espectro do grupo das fluorquinolonas, de grande uso em medicina veterinária, sendo ela, droga de escolha no tratamento de diversas doenças. Devido a sua intensa utilização nos gatos e, associada à mudança no esquema de administração e dose, têm-se descrito reações adversas as quais antes não eram observadas. A degeneração retiniana associada ao uso da enrofloxacina em gatos é descrita como sendo aguda, geralmente irreversível. È caracterizada por midríase e posterior cegueira. O exame oftalmoscópico revela degeneração difusa da retina, evidenciado pelo aumento da refletividade da zona tapetal e atenuação dos vasos sanguíneos da retina. Apesar do exato mecanismo da degeneração retiniana induzida pela enrofloxacina não estar bem esclarecida ainda, sugere-se que existam alguns fatores predisponentes como: altas doses da droga ou altas concentrações no plasma; infusão intravenosa rápida de enrofloxacina; longos períodos de tratamento; idade; exposição prolongada à luz solar durante o tratamento; interações medicamentosas e acúmulo da droga devido ao seu metabolismo alterado ou eliminação reduzida. Assim, controlando-se esses fatores, seria possível diminuir as chances da ocorrência de danos à retina felina.

Ou seja, o mau uso do antibiótico pode ser uma das razões. Mas como isso aconteceria? Fácil: vet não especialista em felinos. Eles usam a dosagem para cães, ou remédios mais adequados para cães (como o ketosteril) e aí a coisa fica feia mesmo. Existem opções, como as citadas em outro trabalho:

A oxitetraciclina (15 mg/kg/dia, BID, PO) ou o trimetropin-sulfadiazina (15-30 mg/kg, BID, PO) também podem ser utilizados como alternativa à enrofloxacina (Harcourt-Brown, 2004; Künzel et al.2008).

Conhecimento é poder! Confiram, passem adiante, adicionem mais informação!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Depressão Animal.

Não, não tem coisa nenhuma a ver com o Edmundo nem é uma enorme depressão no ser humano. É coisa que dá nos nossos filhos mesmo. A Andrea achou estas informações, que acho bom todas as mães e pais estarem atentos - ela viu aqui !

Nossos amores podem ficar deprimidos. Mas como assim? Eles têm tudo!

Mas será que querem esse tudo?

Imagine que seu olfato é poderosíssimo e alguém enche você de perfume. Olha que inferno! E se te obrigassem a andar com uma gargantilha sufocante? Mulheres fazem isso por vontade própria, mas o felino é livre! Eles sofrem! É difícil saber o que causa problemas psicológicos nos animais, mas o maior responsável é o ser humano, explica o veterinário Nivaldo Albolea.

Ciúmes, morte de outro animal e viagem do dono são fatores que podem provocar depressão e ansiedade. Mas o veterinário garante que esses isso é coisa que dá e passa. Mas nós, como mães, já escutamos quantos relatos de felinos que simplesmente se deixam morrer? Com minha filha em parte foi assim. Vamos então às idéias para ajudá-los se a nuvem cinza estiver em cima deles:

* Nenhum gato precisa de uma cama que custou os olhos da cara! Ele prefere um pedaço de cobertor velho, desde que ele possa ficar quentinho e olhar para você.
* Dedique mais tempo para ele: brinquem e estejam juntos.
* Permita que ele seja mais bicho e menos gente! Afinal, somos mães de felinos, não de meninos e meninas que pedem nosso cartão de crédito pra gastar no shopping...heheehe!
* Não o submeta a rotinas estressantes.
* Aprenda a entender o que ele está pedindo.

Sinais de que algo está errado:
* Lamber as patas e a barriga compulsivamente, chegando a provocar ferimentos
* Descuidar da higiene
*Fazer as necessidades fora do lugar habitual, para chamar sua atenção
* Ficar mais agressivo
* Parar de comer ou mesmo devorar tudo que vê pela frente, tornando-se obeso ou - pior! - diabético

Como reverter um quadro de depressão animal:
- Uma boa conversa com o veterinário - se ele já for dizendo que é frescura, troque de vet!
- Florais e medicamentos homeopáticos
- Exercícios físicos - aquela bolinha de papel, a caixa de papelão com catnip...
- Sessões de acupuntura
- Antidepressivos (somente em casos extremos e com acompanhamento veterinário)

Olho nos nossos bebês! Mens sana in corpore bichano! :-)

PS: esse texto foi adaptado de um da Bia Levischi, do Gatoca. A íntegra tá aqui!

sábado, 5 de setembro de 2009

Não Fume!

Sintomas como mal-estar, dor de cabeça e tosse, além de problemas respiratórios não são características exclusivas de fumantes passivos humanos. Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo revelou que cães e gatos também sofrem com o tabagismo de seus donos.

O estudo revelou que a partir de agora, a preocupação que muitos tinham de não fumar perto de crianças também deve ser aplicada aos animais de estimação. Especialistas em oncologia animal já descobriram anteriormente que os pets sofrem das mesmas doenças recorrentes do fumo passivo, com a diferença que em cães e gatos, o câncer no pulmão é mortal em 100% dos casos.