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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Como assim, Baunilha?

Pois é. Escuto isso direto. Mães e pais reclamam comigo de adaptacoes difíceis, de fusses intermináveis. Não me lembro aonde, mas uma vez eu li sobre passar baunilha na galera. Olhei pro Wood fazendo um escândalo porque o João existia e resolvi tentar, não antes sem perguntar pra vet se matava ou deixava seqüela. Era só passar no pescoço, etc. e era seguro. A essência de perfume não deu certo. Acabei com o vidro e o resultado que tive foi um moleque mimado brigando com um acuado e dois fedendo a pudim. 

Nao é a minha favorita, mas também resolve...
Foi aí que resolvi partir pra ignorância: fui no mercadinho do condomínio, comprei a baunilha comestível (três vidrinhos que é pra não ter erro), peguei uma por uma das crianças felinas e tucha-lhe baunilha!

O primeiro efeito foi o "que raio é isso?":  Pêta Maria paralisada, com cara de bunda, me olhando. Fuzzy Maria, que levou uns segundos pra entender que algo havia mudado, lambia o pêlo, fazia careta e me olhava "mãe, você me paga!"  Nino dormindo estava, dormindo ficou. Woodstock José e João se aproximaram um do outro.

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Parecia reclame de cigarro roliúdi. Um olhou pro outro, João já preparado pra correr. Mas não correu, começou a farejar o ar. Wood idem. Foram se farejando, confusos. Wood parou e lambeu a pata, que devia estar grudando de tanta baunilha. João lambeu Wood. E eu antevi o Armagedom felino chegando. 


Wood ia armar o fuss, mas o cheiro de pudim o deixava doido. Parecia pensar: - "Eu cheiro a pudim, tenho gosto de pudim, devo ser um pudim. Ele também tem cheiro de pudim.... deixa ver se é pudim mesmo isso aí!"   E deu uma lambida giga na cara do João! Fez uma caretinha, olhou de novo... - "E não é que isso aí também tem gosto de pudim? Coitado, deve ser pudim que nem eu!"

Virou as costas e saiu andando. Joao continuou perplexo, achando que gato - pudim existe.

Depois desse dia, continuei dando a dica pras maes e pais. Quem levou a sério, como a V., conta como foi:


Bom... depois de perguntar no Facebook sobre o q poderia fazer para melhorar a adaptação do meu novo gatinho (macho) com minha gata (1 ano e 3 meses)  recebo uma resposta.. coloca baunilha neles que confunde o cheiro.. dito e feito, comprei na padaria e coloquei nos gatos, e pronto, não rolou aquele fssssss de um para o outro.... tenho certeza que a aproximação deles só foi possível depois de usar a baunilha nos dois.... super recomendo!


Mais alguma mãe pra contar um final feliz ou infeliz? Eu passei a usar sempre, e nunca mais tive problemas com adaptacao. Compro sempre a mesma marca (do frasquinho de plástico branco) e passo na poupança, na carinha, no queixo e nas patinhas. Já pensei até numa frase de efeito:

BAUNILHA. RESOLVENDO CONFLITOS FAMILIARES DESDE 2006. 

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Adaptação.

Canso de ouvir que gato é apegado à casa e não ao dono. Que quando a família felina se muda, não raro o gato foge e boaboseiras afins.

Bom, eu me mudei. Eu, mudança, sete filhos e casa nova. Como o terreno é grande e tem estrada mais ou menos perto - com algum movimento - eu fiquei apavorada. Mas deu tudo certo. Vamos ao passo a passo.

Dia um até o dia seis: todos trancados na biblioteca, ainda sem livros, senão o Thomas os comeria. Ficava com eles uma parte do dia, brincava, etc.

Dia sete ao dia nove: liberei a casa, montei a biblioteca. Thomas achou outras coisas legais para comer, como mariposas. Nino prefere os besouros. João ronca no sofá e pede colo o dia todo. Como todos sabem é igual a criança chorando no jardim de infância: um começa, já era. E tenho só duas pernas.

Dia dez em diante: abri a porta e lá se foram todos pro quintal e jardim. Às sete da noite, chamei pra jantar e vieram todos, inclusive o delinqüente do Thomas, que já havia dado cabo de um bicho que parecia uma cobra. E assim tem sido desde então. Me disse a secretária que eles ficam mais de dia, á tarde entram pra sonequinha e depois passeiam até eu chegar.

Ou seja: adaptação é uma coisa simples, mas que requer paciência e olho vivo dos pais. E pra quem diz que gato é apegado à casa... Meus sete e o colo disputado dos primeiros dias xeretando a casa são a prova que isso é uma feia mentira.