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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Adaptação.

Canso de ouvir que gato é apegado à casa e não ao dono. Que quando a família felina se muda, não raro o gato foge e boaboseiras afins.

Bom, eu me mudei. Eu, mudança, sete filhos e casa nova. Como o terreno é grande e tem estrada mais ou menos perto - com algum movimento - eu fiquei apavorada. Mas deu tudo certo. Vamos ao passo a passo.

Dia um até o dia seis: todos trancados na biblioteca, ainda sem livros, senão o Thomas os comeria. Ficava com eles uma parte do dia, brincava, etc.

Dia sete ao dia nove: liberei a casa, montei a biblioteca. Thomas achou outras coisas legais para comer, como mariposas. Nino prefere os besouros. João ronca no sofá e pede colo o dia todo. Como todos sabem é igual a criança chorando no jardim de infância: um começa, já era. E tenho só duas pernas.

Dia dez em diante: abri a porta e lá se foram todos pro quintal e jardim. Às sete da noite, chamei pra jantar e vieram todos, inclusive o delinqüente do Thomas, que já havia dado cabo de um bicho que parecia uma cobra. E assim tem sido desde então. Me disse a secretária que eles ficam mais de dia, á tarde entram pra sonequinha e depois passeiam até eu chegar.

Ou seja: adaptação é uma coisa simples, mas que requer paciência e olho vivo dos pais. E pra quem diz que gato é apegado à casa... Meus sete e o colo disputado dos primeiros dias xeretando a casa são a prova que isso é uma feia mentira.