Mostrando postagens com marcador Viagens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Viagens. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Levando Felinos na Cabine.

Quando resolvemos  a companhia aérea, escolhemos a TAP, cujos avioes menos queda tem pelo chao e podia levar animal na cabine. No site tinham as especificacoes para cabine e porao. Telefonei pra ter mais certeza: era comprar o petsmart flexivel, o mesmo aprovado pela United Airlines e tudo beleza. Pros do porao, mesmo petsmart, mas maiorzinho, rígido, com local pra comida, etc. 

Em que universo cabe um carrier aqui?
Beleza mesmo? Vamos ler aqui pra galera da cabine.

As dimensões da caixa de transporte não podem exceder 48cm de comprimento, 32cm largura e 25cm altura.


A caixa de transporte do animal deverá ser colocada por baixo do assento do passageiro responsável para que não seja obstruída a livre passagem na cabine.

Problema: debaixo do assento nao cabe nem nossos pés, quica a caixa que eles recomendam. Embaixo do assento tem um apoio, que simplesmente inviabiliza a colocacao da caixa ali! E olha que a minha caixa era flexível. Ficamos naquela sinuca e fui acomodada numa fila lá atrás, que nao dava pra reclinar. A minha cunhada foi lá na frente, já que ela tem quase um metro e noventa de altura. Nove horas e meia assim. 

Foi um pesadelo que comecou antes do aviao alcar vôo. Na hora de embarcar, já no finger, na fila pra entrar pela porta do aviao, um cara da TAP meteu a mao na minha mala de mao, dizendo que eu nao ia poder embarcar porque tinha muita coisa. Nao entendi lhufas, porque tinham nos cobrado quase mil dolares, tanto de uma mala extra de porao quanto de mao, já que eu estava com um carrier pros felinos. A confusao estava armada. O cara do check in tinha pesado minha mala de mao, COBRADO o extra e eu ali achando que estava tudo bem. O funcionario que veio pra cima de mim no finger gritava, eu apavorada porque estava com meus filhos e fiquei com medo dele chutar ou pisar o carrier e acabou que eles simplesmente levaram minha mala de mao embora. Nao fosse um passageiro ter ficado com pena e me dado um lacre, minha mala teria ido aberta. Dentro dela, fotos de avós e bisavós, coisas importantes. 

Notem bem: estávamos de acordo com o que estava no site. Em nenhum momento está escrito que ao levar um animal, você abre mao da sua bagagem de mao, até porque ela vai NO COMPARTIMENTO SUPERIOR e é UM DIREITO SEU, está incluso na passagem. O que é extra é o carrier do animal, e por isso é pago.  Paguei os que foram no porao, e tudo conforme as normas da IATA e da TAP. Gastamos uma nota! Se somar os carriers e o que pagamos de extra,  chega mais de dois mil dólares. 

Cuidado pais e maes: nao dá pra confiar, pelo menos na TAP. Informem-se com outros passageiros antes de escolher a companhia. As criancas chegaram bem, mas eu fiquei um trapo. Chorei a primeira hora e meia de vôo inteira e nada mais prestou a partir dali.

A mala? Ah, a mala de mao sumiu e só apareceu na quarta - chegamos segunda -  depois de várias pessoas  irem à página de Facebook da companhia reclamar. Tivemos que pagar o táxi até o aero pra ir pegá-la e ao abri-la, haviam coisas quebradas e um santinho de prata do meu avô, que tinha a minha foto, havia desaparecido.

TAP, nunca mais, pelo menos nao saindo do Rio de Janeiro. Desaconselhamos VEEMENTEMENTE a companhia para quem quer levar animais na cabine. 

terça-feira, 31 de julho de 2012

A Viagem.

Pois é. A viagem me fazia tremer de medo. Já tenho pavor de aviao - a oficina é no chao e espaco aéreo nao tem acostamento - mas a ideia de acontecer alguma coisa com meus filhos me surtava. Eu achava que o povo do porao ia congelar, que ia sumir, fugir, que monstros sairiam do chao e os comeriam - surto é surto e delirar faz parte.

Bom, meus mais velhos foram na cabine com pose de quem tem cartaozinho Gold de milhagem e tudo. Nem um pio, domiram quase o tempo todo. Ás vezes me chamavam pra cocadinha regulamentar de orelha, mandavam a Fuzzy calar a boca, mas só. Nao ligaram pro que eu tava comendo e sinceramente, nem eu. Tudo transcorreu na maior tranquilidade. Joao fez pose para fotos no aeroporto do Galeao e no de chegada. Abalou coracoes nas filas de embarque, enlouqueceu multidoes no check in. Nino ali firme aguentando o assédio. E Susanna, que era pra ter ido na cabine, teve uma crise de pombagira ao ser colocada no transporte de cabine e deu um soco na cara dos irmaos. Porao pra maria barraqueira.  Nao chegou lá a coisa mais limpa do mundo, mas estava tranquila.

Fuzzy Maria pintou o sete. No Galeao, dividiu os holofotes com Joao e andou no colo de meio mundo. Na aeronave, ficou com a madrinha lá na frente e dá-lhe maria macaneta, todo mundo metendo a mao. Me dá duas horas de voô e outra mae de felino - mas viajando sem os filhos - me chama.

-Olha, a sua pequenininha tá chorando a beca.

Estranhei porque ela estava com a madrinha. Estiquei a vista e vi que a dinda tava de fone de ouvido e jamais ouviria a minha filha. A MdF que estava no aviao se ofereceu pra pegar Fuzzy e eu aceitei no ato. Vai que ela passava mal? Ficamos entao nós 4 na última fila, com os assentos só pra gente. Fuzzy miou baixinho as quinze horas de viagem. Sério. Devia ir pro Guiness. Mas muito baixinho mesmo, ela só endoidava quando o aviao decolava ou descia. Aí era um manhanhanhaaauuugziusquemerdaehessa que chegava mesmo o povo a olhar. Mas como meio aviao ali queria fazer o mesmo, mas tinha vergonha, relevaram. 

Foram 9horas e meia só para os fortes. Tomei banho de suco de maca, tive que segurar mao na hora de decolar, cocar duas ao mesmo tempo e de olho no fecho pra nao abrir o transporte, dar água, conversar, colocar no colo escondido pra ver se chorava menos, conferir se tinham feito alguma coisa. Enfim, nao preguei olho e cheguei pra minha conexao simplesmente transida de sono. 

Eles? Cagando e andando. Nem querer sair do transporte na coleira na hora da troca de aviao quiseram. Dormindo estavam, dormindo ficaram e azar da mamae. Fuzzy continuava com o miumiumiueuqueroficarnocolo. Pau de dar em doido mesmo. Subimos no outro aviao. Novamente, problemas. Colocaram eles na business class. Fuzzy retomou o miauê, mas houve trégua. Claro que estranhei, fui ver se ela tinha morrido e religuei a vitrolinha, pra agonia de Wood e Peta Maria. Desmaiei na poltrona por uma hora e acordei quase no destino, passando mal de nervoso. 

Quando descemos, fomos pegar as bagagens - a TAP aliás, tá na linha de mira nesse lance de bagagem - e as criancas que estavam no porao chegaram ótimas, numa boa. Pra mae da Bionda, que me perguntou do xixi, eu respondo: colocamos no piso do transporte fraldas dessas especiais que vende em pet shop, colamos mais algumas com fita cola no teto e deu tudo certo. Só Susanna que chegou meio sujinha, mas porque ela soltou a fralda do chao e se enrolou nela como se fosse um burrito.Aconselho caprichar na fita crepe nas pontas pra deixar bem fixa e ao mesmo tempo fácil de trocar pelo pessoal de terra. Ainda demoramos mais resolvendo problemas criados pela TAP, mas eles aguentaram bem. Nao, nao dei remédio nenhum, isso desregula temperatura corporal e deixa o peludo à mercê. Se você tá acordado, você se defende. Chegamos. Estávamos, finalmente, todos juntos.


E aí vem aquela frase famosa: gato se apega à casa, nao ao dono. É mesmo? Explica isso pros meus. Quando abri os transportes, cheiraram tudo, comeram a comida que a nova avó trouxe, acharam a caixa de areia (por ser mais moderna, o povo ainda fica olhando) beberam água e se aboletaram. Fizemos uma tela provisória, a mocada tá apaixonada pelo movimento,pela janelona, pelo parapeito, pela tela provisória, pelo cochilo com a gente, pelas novidades. Amanha vamos colocar a galera no jardim, de coleira e ver no que dá. Na nossa experiência, gato é o ser mais adaptável que existe. E mais educado também.

Oquei, esquece a Fuzzy Maria nessa. Ainda penso em escrever ao Guiness.

O Texto do Atestado de Saúde


(Nome da Clínica ou do vet, se for particular, com telefone para contato)


ATESTADO DE SAÚDE




Eu, Dra. XXXXXXXXX CRMV XXXXXXXXXXXXXX,declaro a quem possa interessar que o animal (NOME), (RACA), da espécie felina, (SEXO) , (COR), microchip número XXXXXXXXXXXX, nascida a (data completa de nascimento), de propriedade de (Nome do pai/mae), nacionalidade XXXXX, passaporte nºXXXXXXXXXXXX, residente à (SEU ENDERECO COMPLETISSIMO; COM CEP; PAÍS; ETC), (TELEFONE COM DDD), a ser acompanhada por (NOME  E DADOS COMPLETOS DE QUEM VAI ACOMPANHAR, se for com você, é só escrever "a mesma" ou "o mesmo"), com destino a (ENDERECO COMPLETO PRA ONDE VOCÊ ESTÁ LEVANDO O FELINO; COM CEP; ETC.) foi examinado por mim e apresenta perfeito estado de saúde, não apresentando qualquer sintoma clínico de doenças infecto-contagiosas ou parasitárias, e encontra-se livre de miíases.








___________________________________
Dra. XXXXXXXXXXXX
CRMV XXXXXXXXXXXXXXXX





Rio de Janeiro, ( A DATA TEM QUE SER DE ATÉ CINCO DIAS ANTES DO EMBARQUE)

***********************************

Pais e maes: tenham tudo muito organizado. Os fiscais da Vigiagro do Rio ( Almir e Evandro) foram fora de série e me explicaram tudo direitinho. Repasso pras outras maes pra ninguém entrar em furada. Ah, o CZI é gratuito. :)

Viajando! - Levando seus filhos pra Europa!

Os preparativos pra uma viagem desse tipo comecam quatro meses antes dela. Sim, quatro meses. Explico.

Pra você entrar na Uniao Européia com seus filhos, é um processo trabalhoso, mas vale a pena. Você tem que ter, ao chegar no país, o CZI (certificado zoôsanitário internacional) e o laudo de anti rábica, além do microchip implantado. O CZI é dado no Brasil, na Vigiagro dos grandes aeroportos, e o laudo de anti rábica só é emitido pelo CCZ de Sao Paulo. O microchip é encontrado em qualquer vet, mas cuidado: tem que ser o que bate com os conferidores aqui da UE! Pra obter o CZI, você precisa ter o laudo, o certificado de vacinacao, um atestado de saúde (dado por qualquer veterinário) e o número do microchip.

O atestado é um capítulo à parte: vou colocar o texto num post só pra isso, porque eu e minha cunhada tivemos que voltar ao vet e depois de novo ao aero por conta da falta de uma informacao. Quero isso pra ninguém nao.


Vamos ao comeco. Digamos que você queira viajar em 18 de Agosto. O calendário seria este aqui (clique para abrir a foto em tamanho maior). Você precisa estar extremamente atenta às datas, ou pode se enrolar muito. A escolha do profissional que vai fazer a coleta do sangue é importantíssima, assim como a compra do microchip. Nós aqui compramos o da Biotech, funcionou. Nao aconselho olhar a agulha na hora que implanta, é enorme. Eu quase desmaiei. Eles nem miu nem piu, mas em mim doeu. 

A coleta do sangue deve ser feita por uma pessoa capacitada e o sangue centrifugado para separacao do soro e depois congelado. Nós fizemos isso no Hospital Veterinário Botafogo, inclusive o atestado, com a Dra. Fabiola Lobo e com a Dra. Adriana. Tudo superbem feito e tranquilo. A Dra. Erika fez a parte bioquimica e tudo correu bem. O problema é fazer a amostra chegar a Sao Paulo.

Tentamos burlar os correios, nao funcionou - nem tentem. A nossa sorte é que o pessoal da Ag. Voluntários da Pátria foi fora de série e quando a amostra bateu no aeroporto e voltou, eles colocaram na geladeira. Sem eles, iam furar meus filhos de novo - sim, porque tivemos problemas na primeira coleta.

Entao, como fazer? No nosso caso, dirigimos até Sao Paulo, deixamos a amostra e voltamos no mesmo dia. Os mineiros podem contar com a Tecsa. Os cariocas estao ferrados, porque aqui nao tem empresa que faca e os veterinários que trabalham com exportacao de animais nao vao te dar dica nenhuma. (Nao, o pessoal do Hosp. Vet. de Botafogo nao trabalha com isso.) Teve gente dando ideia de pegar sangue de outro gato que more mais perto do CCZ - realmente, nao tem como identificar o animal - mas toda vez que eu tentei sair da linha deu merda. Nao tenho cancha de malandra nem perfil pra fora da lei, entao a gente preferiu ir a SP mesmo. Movimentei minha cunhada para a viagem e mais uma amiga que foi pegar o resultado e me enviou. Tenso. Fico pensando que quem mora longe de Sao Paulo (imagina uma mae ou pai do Amazonas) vai suar, porque vai ter que fazer via veterinário. Já alerto que a maioria mete a mao.

Teve um no Rio que queria me cobrar 500 reais por felino (mais 200 reais do microchip), sendo que o exame custa 150 reais. E eu ia mandar exame dos seis. Desconto no transporte? Claro que nao. O que me cobrou mais barato foi o Dr. Rodrigo, na Barra da Tijuca. 380 reais por animal, mais o microchip, 120 reais. Detalhe, se você compra o microchip, custa em torno de 50 reais. Entendo que existe o trabalho da pessoa, mas vamos combinar que cobrar 500 reais num exame que custa 150 é meio brabo. E cobrar 120 pra implantar um treco que você comprou por 50 reais e nao leva nem cinco minutos....complicado também.  Mas, enfim, nao sei implantar microchip....ainda. Bom, o laudo do CCZ sai em 15 ou 20 dias úteis, mas é mais um prazo para evitar problemas (vai que atrasa, etc.)  que um prazo per se.

O laboratório de Zoonoses do CCZ de Sao Paulo é hiper profissional. Cuidadosos, respondem aos emails, prestativos ao telefone, amigáveis, tudo de bom. Aliás, foi assim o tempo todo em Sampa: gente solícita e pronta a ajudar. Sinceramente, amei o jeito paulista de ser e de trabalhar. Dra. Ana, Dra. Alice, Silvana, todas maravilhosas!

Por incrível que pareca, o que pode te dar mais dor de cabeca é a companhia aérea. Nao voem TAP se quiserem ir com os felinos na cabine, já aviso. Eles afirmam poder levar animais com os passageiros, mas é tudo mentira: eles dizem que o transporte tem que medir 115cms no total, mas o espaco embaixo dos assentos nao dá pra nada e se você embarcar no Rio, a incompetência assusta. Enviar via cargo é super tranquilo, chega todo mundo bem, mas nao te iludas no conto da cabine. Documentem tudo, todas as promessas e nao embarquem sem estar tudo de acordo com o prometido. Atrasem o voô, segurem, chamem a polícia, pintem o diabo, mas nao deixem a aeronave sair sem estar tudo como deve ser. Eles cobram, nao é barato e uma brincadeira dessas pode te comer pelo menos 150 dólares por felino.

Entao, vamos lá: você já tem o microchip, já tem o laudo, fez as reservas. O que falta? O atestado de saúde e a compra dos transportes. 

O atestado vai em post extra. A compra dos transportes, mais uma vez, abram o olho. Eu comprei EXATAMENTE o que me orientou a TAP e deu problema. Documentem tudo, tenham tudo impresso. Nao deêm bobeira porque depois pra correr atrás de sumico de mala ou coisa pior é complicado. Guardem todas as notas, tudo!!!

E boa viagem!



sexta-feira, 6 de julho de 2012

Aeroportos e Empresas Aéreas do Brasil....LIXO!!!

Me deparo no Facebook com o relato de um pai de felinos. Estou espumando! Já tinha ouvido de colegas que o pessoal de terra (da companhia SATA) é o lixo do lixo: não cuidam de coisa alguma, não têm comprometimento, tratam carga viva como merda. Mas ver e pensar o sofrimento desse bichinho me deixa fora de mim!

PAIS E MÃES, POR FAVOR LEIAM E ESPALHEM!! Já foi o Esquilo, o Pinpoo, agora é a Ressaca. E quando for a vez do filho de vocês? Isso PRECISA PARAR, pais e mães de felinos, procurem outras empresas, boicotem a TAM e a GOL! Quem sabe assim eles irão exigir um serviço decente da SATA?

Segue o relato:

 "UM TEXTO MAIS CLARO SOBRE O QUE ACONTECEU COM A NOSSA GATINHA, A RESSACA, DURANTE O VÔO DA TAM: 

 Eis a situação: eu me mudei de São Paulo para Belém do Pará, e paguei, para a TAM, o que eles chamam de taxa de embarque para animais vivos para meus 2 gatinhos - R$ 90 por gato + o valor correspondentes dos mesmos com os devidos kennels em excesso de bagagem, totalizando R$ 325. Um dos nossos gatinhos pôde viajar conosco na cabine, porém, a outra, que é um pouquinho maior, foi impedida de entrar na cabine, tendo que ir para o porão do avião. Fiquei nervoso, porém tranquilo, pois no começo do atendimento vi que estavam sendo bem atenciosos com a Ressaca, minha gatinha. Em nossa conexão, em Brasília, bati o pé para que me deixassem dar água e verificar a situação da minha gata. Depois de um certo tempo, me permitiram, e pude verificar que ela estava BEM. Tomou um pouquinho de água, deitou-se e eu a dispensei novamente para o porão. 

 Porém, qual não foi nossa surpresa ao chegar no Aeroporto Val de Cans, em Belém, e dar de cara com a caixa de transporte de minha gata TOTALMENTE DESTRUIDA, e minha gata COMPLETAMENTE URINADA, ASSUSTADA E ARREDIA, EM VISÍVEL PÂNICO, no fundo da caixa. O buraco da caixa era tão grande, que se ela não estivesse tão amedrontada, poderia facilmente passar pelo mesmo. Entrei "cuspindo fogo" na loja da TAM, com a caixa no meu colo, pois não tinha como carregá-la mais pela alça. Os atendentes se recusaram a responder pelo gato, "responsabilizando-se" apenas pela caixa - e digo entre aspas, pois a 9 dias o incidente ocorreu, e até esse instante eles sequer entraram em contato comigo. Me levaram até uma sala afastada, para que os clientes que estavam na loja não servissem de testemunhas daquela situação, assinaram um termo de ocorrência sobre DANOS NA BAGAGEM. 

Nesse momento, perguntei - mas se vocês estão preenchendo um termo sobre BAGAGEM, de que me adiantou pagar R$ 325 para o transporte de ANIMAIS VIVOS, se eles são tratados e respondem como bagagens para a empresa de vocês? Elas nada responderam e me deram o termo. Ainda me disseram que assim que eles entrassem em contato, que EU deveria comprar a caixa de trasporte, e que a TAM RESSARCIRIA o valor, se fosse o caso. 

 Não sendo o bastante, ainda perguntei: e vocês vão mesmo me deixar carregando minha gata com essa caixa totalmente quebrada, com urina escorrendo em meus braços, sem me oferecerem uma caixa nova sequer? A resposta foi essa: não podemos fazer nada pelo senhor agora. Estou indignado. Tirei 5 fotos e gravei um vídeo em cima do balcão da TAM, que estão disponíveis no meu álbum. Diversas ONGS estão me ajudando, divulgando essa história que já foi compartilhada por mais de 2.000 pessoas. Marquei a TAM em TODAS as fotos e no vídeo, e mesmo assim, não obtive resposta."




Contato comercial da SATA aqui !!!
Mandar mensagens para a TAM: aqui !!!!
ESCREVAM PARA A STAR ALLIANCE E PEÇAM O DESCREDENCIAMENTO DA TAM: aqui!!!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Viajando e.....

Uma das viagens em família que eu lembro, que foi das mais doidas, foi uma com minha prima e meu último marido.... e as quatro crianças felinas no carro. A novidade era a Nina, que recolhemos grávida mas já tinha tido os filhotes, os quais já tinham sido doados. Nina não tinha lá muitos bons hábitos de higiene, era meio fedida e ladra. Mas ainda assim, era bonita, marmorizada e com aquele delineador nos olhos que deixa qualquer uma irresistível. Veio com a gente praquele passeio porque também era da família, ora bolas, e sempre viajávamos juntos.

Deixamos a galera naquele jejum pós viagem que todo mundo estava acostumado. Acordamos cedo e pé na estrada. Uma hora e meia depois, um fedor indescritível toma conta  do automóvel. Alguém tinha cagado, isto era fato consumado e inalado. Paramos e fomos tentar descobrir o autor. No caso, a autora: Nina, que nos olhava com aquela expressão que só faltava cantar "não sei , desconheço, isso nasceu aí!"

Limpamos e seguimos adiante, até felizes que não haveria mais o que defecar na pior parte do trajeto, que era a serra, onde não havia acostamento. Passamos no ponto de parada de sempre, revisamos o carro, a felinada e toca subir. 

Curva vai, curva vem e o negócio ficando cada vez mais parecido com um tango automotivo. Deu meia hora de serra, povo quase feliz e de repente, um fedor medonho. Não podia ser um pum. Para ser um flato, seria necessário que a pessoa tivesse comido feijoada em lata com repolho e ovo e bebido Caracu. Ou havia um zumbi peidorreiro escondido no carro, qualquer um dos dois. Teria que ser algo sobrenatural. 

Não havia meio de parar e o carro jogava. Ouviam-se miados sofridos, minha prima ficando verde no banco de trás, apenas frestas de janelas abertas - questão de segurança, vai que - e o bagulho cada vez mais louco. Eu tinha dúvida se era melhor ir mais devagar e jogar menos ou aflorar o Fangio que dormia em mim e acabar com aquela agonia.

-Mô, pisa fundo, peloamordedeus!


Marido decidiu por todos e lá fui eu, nas curvas da estrada que nem em filme da Jovem Guarda. Não satisfeita, passei pelo posto da PM e no quebra molas e em todos dali pra frente,  pulou  o transporte onde Nina viajava com Pêta e Fuzzy.  Eu via as patinhas pra lá e pra cá, como se fossem de crianças felizes brincando num pula pula....de merda. Literalmente. 

Quando paramos o carro ao chegar à casa e eu destravei as portas,  minha prima jogou-se no chão, sofrendo em plena agonia nasal e cerebral. Foi demais pros sensores olfativos no cérebro dela e desconfiamos até hoje que seus hábitos de higiene mudaram após esse evento, por absoluta incapacidade de sentir cheiros. Passado o espetáculo dantesco de minha prima, fomos abrir a mala para ver como estava a situação e lá estavam as três. 

Nina estava imaculada, como se a própria bosta a ela não aderisse. Pêta estava de cocô até o pescoço e Fuzzy completamente imunda, só se viam os olhos. Meu marido não conversou, furioso como ficou, pegou Nina e deu-lhe um banho frio, naquele inverno da serra. Secou de má vontade e nas outras meninas usou água morna e secador. Nina já estava restabelecida do banho gelado quando Pêta e Fuzzy, já secas e cheirosas, a cercaram na sala. 

- Monhoooimnhoimnhoiiiimmmm!* (trad livre: - Agora caga, desgraçada!)

Fizemos ouvido surdo aos clamores de Nina. Só quem estava atolado na merda até a cabeça sabe o quanto deve bater em quem o atolou.  Daquele dia em diante, Nina sempre viajou sozinha em cabine própria. Estranhamente, continuou passando seus faxes para Boston durante as viagens, sempre mais ou menos no mesmo trecho,  mesmo não tendo material para o fax, não importa o jejum. Devia esconder em algum recôndito dos intestinos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Viajando e Andando..

.. com nossos filhos. Leiam aqui, embora eu tenha visto mais coisas pra cães. Dica da Maria Luiza, colega de Orkut!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Férias!

Meio de ano, muitas famílias vão viajar. E família viaja junta, certo? Pois é. Só que tem hotel que não aceita criança, hotel que não aceita felinos... e agora?

Bom, é preciso pesquisar. A maioria dos hotéis hoje em dia aceita nossos filhos mas a estrutura que oferecem pode ser inadequada, como falta de telas nas janelas. Isso quando o hotel também aceita cães e não exige que estes andem com focinheira e na guia. Complicado. Mas a gente não esmorece quando quer ir a família toda! E existem sim, bons hotéis, equipados para nossos filhos. Ok, estou pesquisando os nomes e aceito sugestões. Só conheço fora do Brasil e aí não adianta, né?

Mas digamos que pintou aquela viagem de trabalho, aquela viagem obrigatória pra ver os parentes que criam doberman no interior, lá em Paraguassú da Rebimboca Alta e não temos com quem deixar os pequenos. E agora? Como escolher um hotel/colônia de férias/pensão decente, já que aqui encontrar um catsitter profissional, que possamos confiar é quase impossível?

No meu entender, um bom hotel tem que ser extremamente limpo, os brinquedos, almofadas, pratinhos de cada apartamento devem ser esterelizados ou trazidos de casa - PIF fez alguém lembrar de alguma coisa? - e ter espaço. Gaiolinhas xexelentas e locais sem jardim para banho de sol simplesmente não interessam. Além de tudo, exigir certificado de vacinação dos hóspedes e também que garanta que castrados e não castrados não vão andar juntos. A razão é simples: os não castrados vão agredir os castrados.

Falando em agredir, procure hotéis exclusivos para felinos, só deixe com cães em última hipótese. Por mais que seu felino seja acostumado com o cão desde pequeno, ele vai ficar longe dos pais , vai querer sossego e não aturar barulho de uma porção de caninos.

Outra coisa: os espaços externos devem oferecer completa segurança, tendo telas para evitar que fujam e as plantas precisam ser atóxicas. Novamente, a limpeza será um item importantíssimo, pois sabemos que tem a turma que curte uma liberação das toxinas junto à natureza e isso tamém pode transmitir doenças. Os quartos devem ter janelas grandes, que permitam que a luz entre o dia todo, mas locais com sombra. Quando for visitar, perceba se há fontes e/ou se a água dos outros hóspedes está fresca, além, é claro, do pote de ração sempre cheio - gatos não são cães, que têm horário pra comer.

Em relação ás refeições, particularmente, eu prefiro levar a comida de casa, mas também isso não garante que eles darão o que mandamos. Uma coisa que podemos fazer é pesá-los e levá-los ao vet antes de deixá-los no hotel. De posse de de um atestado de boa saúde, podemos dizer aos cuidadores que temos ali a comprovação que nossos filhos estavam bem ao serem deixados ali e que faremos outro exame ao retornarmos. Isso coíbe eventuais abusos.

Não é que isso vá acontecer. Mas sabemos que prevenir hoje pode evitar o choro de amanhã.

Acho que esse tópico sobre hotéis vai render ainda. Vou fazer mais pesquisa e talvez contar alguma experiência que tenha tido. Quem tiver uma pra dividir aqui com a gente, manda brasa!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Pra Constar, Tweeter II

O item sacrificado foi uma chinela solitária, que estava dando bobeira no outro quarto. Tá tão xixizada que deixei de molho por dois dias e vai ter que ficar mais dois!

Parcialmente atingidos: meu livro de neurologia, dois rascunhos de artigo e um gibi, mas por garras.

Se o gibi tivesse sido xixizado, alguém ia ficar de castigo!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Momento Tweeter sem Ser.

Tive que ficar no Rio esses dias. Mesmo eles tendo quem olhe, etc., o quanto da casa restará? Qual vai ser a bola da vez? Minhas sapatilhas? Não, porque guardei. Os travesseiros? Não, estão cobertos. Meus livros? Não, biblioteca trancada. Roupas? No armário.
Tenho pena da caixa de sucrilhos, mas alguém tinha que ser sacrificado.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

De Mudança com os Filhotes!

Pelo que entendi, para você se mudar com seus filhos para o Canadá, se for um bebê de mais 3 meses, você precisa o certificado original de vacina antirrábica válida e assinado por um veterinário. Se ele for mais novo que isso, não vai precisar. Se o gato não for vacinado, terá que tomar a vacina lá e uma taxa será paga. O certificado deve identificar as características do animal, contendo a raça, pelagem, cor e deve conter o nome comercial da vacina aplicada, número de série e validade (máximo de 3 anos).

O Canadá tem exigências muito parecidas com as dos Estados Unidos. São dois dos países mais brandos quanto às exigências feitas em relação a viagem com animais de estimação. Resumidamente, as exigências são:

  • Implantação de microchip de identificação padrão internacional (opcional)
  • Cadastro de microchip em banco de dados do fabricante (opcional)
  • Carteira de Vacinação atualizada (especialmente anti-rábica)
  • Atestado veterinário comprovando que o animal está em condições de viajar
  • Certificado Zoossanitário Internacional (CZI), emitido pelo Ministério da Agricultura Brasileiro (validade de 10 dias)
Tirei daqui, ó!