quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Doença Policística dos Rins (PKD)

Mais ou menos cerca de 35% dos Persas podem ser portadores do gene para PKD, portanto todas as raças geneticamente próximas ao persa (ex: Himalaio, Exótico, Sagrado da Birmânia, Selkirk, Pêlo Curto Britânico,Pêlo Curto Americano e Scottish Folds), podem apresentar maior propensão à doença (prevalência estatística). A PKD tem origem genética. é autossômica dominante, o que quer dizer que, se um dos seus pais tem doença policística, a chance dos filhos terem também é de 50%. Lógico que em alguns poucos casos - e pelo visto são mesmo poucos - a doença pode ocorrer por uma mutação do gene e não por transmissão genética. Aí o portador passa a ser o paciente zero naquela família, e a partir daí, passará o gene defeituoso para seus filhos.


O portador da PKD deve ser acompanhado bem de perto para prevenir problemas como a hematúria, o cálculo ou infecção, e evitar que alguns cresçam demais e provoquem obstrução e problemas maiores. A maioria dos cistos acompanha o felino por toda a vida, sem causar nenhum problema mais grave. Óbvio,isso se forem encontrados cedo e acompanhados de perto, através da ecografia e exames laboratoriais. Com isso, tenta-se evitar a insuficiência renal crônica, através do tratamento da hipertensão, das complicações vasculares e obstrutivas.

O que pode-se fazer é atrasar o crescimento dos cistos e uma caminhada rumo à insuficiência renal grave. O passo mais importante é o controle da pressão arterial - veja aqui como é feito e ainda pode ser feito através do doppler. Quanto mais alta for a pressão, mais rápido a doença se desenvolve. O ideal é mantê-la abaixo de 85-120 mmHg. Tenta-se manter o pequeno sem infecções urinárias e pode-se diminuir o acúmulo de líquidos dentro dos cistos, com o uso de espoliadores de sódio (diuréticos como a furosemidi . Quando os cistos crescem muito, podem-se realizar punções renais de drenagem para esvaziamento.

Parece que beber bastante líquido retarda a progressão dos cistos, o suficente para que a urina fique bem clarinha, evitando aquela urina muito amarelada. Como a infecção bacteriana de cistos é fator complicador em alguns gatos, o uso de antibióticos é comum. O líquido nos cistos renais tende a ser ácido. Alguns antibióticos bacterianos de uso comum são ácidos e não entram direito nos cistos, como as cefalosporinas e mesmo as penicilinas. Antibióticos alcalinos dissolvíveis na gordura como a enroflxacina, marbofloxacina, e combinações de trimetoprim-sulfonamida, clindamicina, podem funcionar melhor.

É possível também pensar em uma nefrectomia, quando a doença só está em um dos rins e não há insuficiência renal. Para começar a pensar nisso, é preciso um urograma excretório para comprovar que o outro rim esteja funcionando. Porém, esse procedimento não é recomendável em gatos persas, e seus mestiços ou em gatos de pêlos longos em geral, pois a doença quase sempre é dá nos dois rins ou dará em determinado momento. Mas é conversar com um veterinário COMPETENTE, ESPECIALISTA EM FELINOS.

O sal acumulado no organismo do seu filho pode causar hipertensão arterial. e ajduar no problema renal. É muito importanta uma dieta equilibrada, com pouco sal, evitando dar a eles alimentos enlatados e embutidos - sabe aquela mortadela que ele pede aos berros? Então, essa mesma! Também a gordura não ajuda. Se quer dar algo diferente, prefira carne branca, assim como verduras e legumes. Há felinos loucos por cenoura, sabiam? O sobrepeso do seu bebê também ajuda a piora no quadro. É exercitá-lo e perder peso para não sobrecarregar seus rins e facilitar a absorção dos medicamentos.

Ah, e para as mamães apavoradas: o cisto renal simples NÃO VIRA CÂNCER, mas alguns cânceres podem ter um aspecto de cisto. Pode parecer, mas não é!


Fontes - afinal, não somos veterinárias!

Sites de medicina veterinária e humana.

O paciente felino – Gary Norsworthy, Ed. Manole, 2004.

Biller DS. Polycystic kidney disease. In: August JR, ed. Consulations in Feline Internal Medicine. 2nd ed. Philadelphia : WB Saunders, 1994.

Coletâneas em medicina e cirurgia felina – Heloisa Justen, Lf livros, 2003.

iBartola SP, Rutgers HC. Diseases of the kidney. In: Sherding RG, ed. at the book The Cat: Diseases and Clinical Manangement. 2nd ed. Philadelphia : WB Saunders, 1994

6 comentários:

Janete disse...

É exatamente assim que está minha Vick, infelizmente já descobrimos quando os rins estavam tomados, praticamente sem função. Ela nunca teve sintomas, e quando apareceram já estava em situação crítica. São milhares de cistos, e o maior tem quase 3 cm, uma coisa raríssima. Passei por dois veterinários e ambos concordam que não há mais o que fazer, a não ser deixar ela confortável, minimizar os sintomas. E dar muito, muito amor.

Luana Barbosa disse...

amei o blog...te add!
me add tb
bjos!!!

Andrea Raffai- Mamãe da Mel, do Fred, do Jack e da Nina disse...

Jante
Sinto muito pela sua bebê, é uma doença triste, mas não perca a esperamça, como o vet lhe disse, dê muito amor e atenção e assim eles podem viver bem e muito.

Beijokas

Ms. Anabela disse...

Luana, obrigadíssima por add! Ajude a divulgar a nossa pracinha, quanto mais mães nela, falando, participando, melhor!

:-)

daniella disse...

Oi... Minha bebê foi diagnosticada ontem :'( Os rins estão tomados pelos cistos... Foi tudo tão rápido!!! Em janeiro, fiz exames de sangue de rotina e a função renal estava normal. De um mês pra cá, ela foi se retraindo e parando de comer... Quando achamos que era apenas estresse, encontramos os cistos...
Estamos tão perdidos!!! Ela está fraquinha, mesmo tomando soro a 2 dias. Li sobre um remédio que prolonga a vida, mas não sabemos se vale a pena.... temos medo que ela sofra muito!
Moramos em uma cidade que não tem muito recurso, mas o veterinário está disposto a estudar e ajudar, mesmo nunca tendo tratado de um gato com PKD (acredita-se ser o primeiro caso da cidade?!)
Como foi o tratamento dos gatos de vcs com problema renal? Os cistos regridem e o gatinho volta a ter uma vidinha tranquila?
Muito obrigada!

Anna disse...

Dani, dá uma lida no post todo, confere todos os links (estão de outra cor). Se ele for bem tratado, não há sofrimento, vai levando a vidinha até onde der numa boa. Mas precisa estar atento. Pega tudo que estiver aqui, imprime e mostra pro teu vet.

No que precisar, como amigas e mães, estamos aqui.

Beijos